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FELIZ 2007

 

FELIZ 2007!   TEMPO. . .   Drummond

 

Quando Drummond fala, nada mais é necessário ser dito... (Juca Kfouri | http://blogdojuca.blog.uol.com.br/)

 

 

TEMPO. . .

 
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

 

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.

 

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...

 

...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

 

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

 

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.

 

Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...

 

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!

 

(Carlos Drummond de Andrade)



Escrito por silvestre às 11h39
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Rivalidade no tabuleiro abre a temporada 2007 da Fesmax em Corumbá

Em sua primeira edição Open Antônio Maria Coelho de Xadrez que acontece nos dias 20 e 21 de janeiro de 2007 em Corumbá, abre oficialmente a temporada do xadrez Sul-Mato-Grossense. Com promoção e realização da Federação Sul-Mato-Grossense de Xadrez, Clube de Xadrez Pantanal, Prefeitura Municipal através da Fundação de Esportes de Corumbá e da Escola Antônio Maria Coelho.

Já faz um bom tempo que o xadrez vem ampliando o número de praticantes em Mato Grosso do Sul. Claro que isso é fruto do trabalho desenvolvido pela Federação Sul-Mato-Grossense de Xadrez, mas também aí se inclui o esforço de inúmeros clubes espalhados pelo Estado. Se em Campo Grande, as escolas e os clubes estimulam a prática do xadrez, formando campeões a cada dia, em Corumbá o Clube de Xadrez Pantanal em parceria com a Funec segue o mesmo caminho.

Tanto assim, que hoje é possível notar-se a grande rivalidade existente entre enxadristas corumbaenses e campo-grandenses. O Open AMC de Xadrez em Corumbá, que abre a temporada de xadrez pela terceira vez em Mato Grosso do Sul foi nos anos de 2004 e 2006, vencida por Orlando Silvestre Filho terceiro do Ranking Fesmax 2006, e vem credenciado para buscar o tri-campeonato agora representando Três Lagoas.

Pela Cidade Branca, Linneker Arruda campeão Ranking Fesmax 2006, promete dificultar o jogo para seus adversários. Pela Cidade Morena, Paulo Cavallieri quarto do Ranking Fesmax 2006, vem para disputar o título. O desafio, faz sem dúvida, a Abertura da Temporada 2007, bem mais atraente.

Folder do Evento:


Open Antônio Maria Coelho de Xadrez

Data - 20 e 21 de janeiro de 2007.
Local - Escola Antônio Maria Coelho (3232-9598) Rua 13 de junho, 1457 - Centro - Corumbá/MS
Sistema de Disputa e Ritmo de Jogo - Suíço em 5 rodadas com 61 minutos de reflexão para todos os lances.
Taxa de Inscrição - R$ 5,00
Premiação - Os três primeiros colocados terão direito a um Rodizio de Pizzas.
Programação: 20/01 - 08h30 - Inscrição e Congresso Técnico 20/01 - 09h - 1a rodada 20/01 - 14h - 2a rodada 20/01 - 16h15 - 3a rodada 21/01 - 08h - 4a rodada 21/01 - 10h15 - 5a rodada 21/01 - 12h15 - Cerimônia de Premiação
Direção e Organização - Augusto Cesar Samaniego - Presidente do CXP (9995-5475)


Fonte: http://www.augustosamaniego.siteonline.com.br/


Escrito por silvestre às 11h42
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Ranking Fesmax 2007 - Normas de Pontuação

Para a terceira edição do seu Ranking, a Fesmax apresenta as suas Normas de Pontuação, o que representa um avanço para a comunidade do Xadrez Sul-mato-grossense, o Sistema de Ranking Fesmax foi uma iniciativa no ano de 2005 do Vice-presidente Técnico da Fesmax, Augusto Samaniego visando a valorização da participação dos enxadristas nas provas do Calendário Desportivo da Fesmax. Temos eventos e competições em vários níveis com variações de pontuações e condições para suas validações.

No Nível I serão as competições municipais, em Campo Grande o Open Sunyê em janeiro, o GP MS em fevereiro e a Taça Campo Grande em agosto, teremos um prova por município com reservas de datas e planejados em Corumbá, Três Lagoas, Dourados, Aquidauana, Maracajú, Bonito, Jardim, Ladário, Fátima do Sul e Ponta Porã, os pontos serão ao 1º Lugar 60 pontos, ao 2º 50 pontos, ao 3º 40 pontos e nas demais posições 39, 38, 37, 36, 35, 34 pontos decrescentes por posições, o enxadrista aproveitará somente os três melhores resultados em sua planilha.

No Nível II os Campeonatos Estaduais de Categorias Menores, da Juventude e Juvenil e o Campeonato Estadual de Xadrez Escolar que distribuirão ao 1º lugar 80 pontos, ao 2º 60, ao 3º 40 e nas demais posições 39, 38, 37, 36, 35, 34 pontos decrescentes por posições. Caso integrantes deste nível também pontuem no Campeonato de Categorias Sub 26 anos, somente será aproveitado um resultado, o de maior pontos obtidos nos Campeonatos Estaduais de Categorias.

No Nível III os Circuitos Oficiais Municipais pela Fesmax e as Semifinais da Capital e do Interior do Campeonato Estadual Absoluto que distribuirão ao 1º lugar 100 pontos, ao 2º 80, ao 3º 60, ao 4º 50, ao 5º 40 e nas demais posições 39, 38, 37, 36, 35, 34 pontos decrescentes por posições. Somente será aproveitado o resultado de um Circuito Municipal e no seu sistema de pontuação por etapas distribuirão pontos do primeiro ao oitavo lugares igual à Formula Um, 10 pontos ao primeiro, 08 pontos ao segundo, 06, 05, 04, 03, 02 e 01 pontos decrescentes por posições.

No Nível IV o MS Open e o Open Pantanal que distribuirão ao 1º lugar 100 pontos, ao 2º 90, ao 3º 80, ao 4º 60, ao 5º 50 e nas demais posições 49, 48, 47, 46, 45, 44 pontos decrescentes por posições.

No Nível V os Campeonatos Estaduais de Categorias sub 26, over 40, 50 e 60 anos, os Campeonatos Estaduais de Xadrez Ativo e Blitz, 1º lugar 120 pontos, ao 2º 100, ao 3º 90, ao 4º 80, ao 5º 70, ao 6º 60, ao 7º 50 e nas demais posições 49, 48, 47, 46, 45, 44 pontos decrescentes por posições.

No Nível VI está o Campeonato Estadual Absoluto com a seguinte distribuição dos pontos, ao 1º Lugar 150 pontos, ao 2º 120, ao 3º 100, ao 4º 90, ao 5º 80, ao 6º 70, ao 7º 60 e ao 8º 50 pontos.

No período de janeiro de 2007 a dezembro 2007 serão realizados os eventos validos para a o Ranking Fesmax 2007. O Departamento Técnico da Fesmax elaborará uma planilha com os resultados validados mensalmente. Na época da realização da Final do Campeonato Estadual Absoluto, a oitava vaga de indicação por índice técnico será o melhor colocado entre os não classificados pelas Semifinais e a Fesmax também utilizará o seu Ranking para indicar ao Governo do Estado, o enxadrista para concorrer e ser premiado entre os 25 melhores atletas estaduais do ano entre todas as Federações Desportivas.

Foram convidados para comporem o Comitê Gestor e de Aplicação do Ranking Fesmax 2007, os seguintes membros: Orlando Silvestre Filho (Presidente Fesmax com voto qualificado), André Cavallieri (Campeão Estadual Absoluto 2006), Paulo Cavallieri (ACX), Marcelo Lopes (CXCG), Augusto Samaniego (CXP) e Tácito Loureiro (CXD). Os suplentes para preenchimentos de vagas no Comitê Gestor e de Aplicação do Ranking Fesmax 2007 serão os participantes da Final do Campeonato Estadual Absoluto de 2006 por ordem da classificação final.

Campo Grande (MS), 27 de dezembro de 2006


Orlando Silvestre Filho
Presidente Fesmax 2005-2008



Escrito por silvestre às 11h21
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O presidente falou!


José Eduardo Maia e Dirceu Viana (21.12.2006)

http://www.xeque.net/scripts/home.asp

 

Quem acompanha os argumentos dessa página já deve estar cacareco de saber das reclamações. Por ano e meio venho provocando uma discussão além tabuleiro, que envolve poder, organização, coletividade e de vez em quando um pouco de arte. Um de meus alvos preferidos tem sido a CBX, ou melhor, a CBXSP, aliás, creio, esta é mais refinada de minhas provocações.

Confesso que às vezes exagero, nem sempre sou justo, mas como mencionei anteriormente algum dia por aqui, imprecisões não afetam o conjunto da obra. Sem dúvida o debate é saudável e tenho de reconhecer que a CBX tornou-se uma instituição a altura. Mais pelos fatos e realizações do que pelos argumentos, porque seus dirigentes ficaram restritos àquele diário oficial (www.cbx.org.br). Pessoas e entidades são o que parecem ser. A entrevista abaixo é um bom primeiro passo para que a CBX cuide da própria reputação, em vez dos outros cuidarem (ou descuidarem!) por ela.

Isso nos leva a um outro raciocínio essencial. Só criticamos os que merecem consideração. Portanto, diretoria, sinta-se privilegiada!

Na última Copa Itaú, pedi ao companheiro de lutas José Eduardo Maia que tentasse entrevistar o atual presidente da Confederação, Sérgio Freitas. Eu já havia explicitado esta vontade abertamente, mas comunicação definitivamente não é o forte das instituições. Maia não conseguiu na ocasião, entretanto demonstrou uma virtude essencial na reportagem: insistência.

Eis que aconteceu. Há uma semana ele me ligou feliz dizendo que o presidente Sérgio Freitas toparia responder perguntas da página.  Preparamos um e-mail e enviamos as questões que achávamos mais relevantes. O próprio Maia negociou esta foto cortesia da Castor Photos (obrigado!), portanto nada mais natural do que dedicar a nota 149 à ele. Aliás, como as eleições da Fexerj estão no horizonte, Maia pede para destacar que não é candidato a nada. Atenção, Maia não é candidato a nada. Confesso que continuo sem entender os motivos de tantas negativas!

A entrevista:

Sergio Freitas | Presidente CBX

Xeque.net - Presidente, para a surpresa de muitos, o GM Giovanni Vescovi está largando o xadrez profissional. O que o senhor acha dessa decisão? De que forma isso pode prejudicar os planos da Confederação, que procura priorizar xadrez de alto nível?

Sérgio Freitas - Bem, o Giovanni foi colega de escola de meu filho Antonio (que se orgulha de um dia ter ganho do Giovanni, será?) e por isso eu tenho um carinho especial por ele. Mas temos de ver as coisas pelo ângulo do xadrez e do homem. Pelo do xadrez, é claro que se isso acontecer, será uma perda inestimável para o xadrez brasileiro, nem preciso entrar em considerações. Pelo ângulo do homem, o Giovanni fala, além das línguas mais tradicionais, o russo e o alemão; tem aquelas qualidades especiais de memória, concentração e espírito de luta que fazem dele um GM; e tem formação acadêmica de advogado. É casado e tem dois filhos. Nessas condições, a decisão de continuar como profissional de xadrez ou ter uma outra carreira é mesmo muito pessoal, e não temos nada a fazer. Como amigo e mais experiente que sou, temos conversado.  Enquanto isso, já o convidamos para participar do Aeroflot (torneio aberto em Moscou) em fevereiro, como campeão brasileiro, de acordo com a Embaixada do Brasil, que arcará com as despesas, e ele aceitou.

x.net - Após dois anos no comando da CBX, que impressões o senhor tem do mundo do xadrez?

SF - Bem, eu conheço bem o mundo do xadrez, pois há 30 anos organizo e arranjo patrocínio para os principais torneios do País, todo ano, desde os internacionais de São Paulo, na década de 1970. Conhecia também as dificuldades e nada me surpreendeu. O mundo do xadrez é a combinação do reflexo do país com o dos esportes. Todas as qualidades do Brasil, que o fazem avançar, estão presentes, mas também as mazelas estão aí; na média avança, como estamos avançando no xadrez. Nos esportes, vemos em todos, disputas administrativas terríveis, que há também no xadrez; como eu não tenho nenhum interesse pessoal e nada a ganhar do xadrez, a não ser o grande prazer que tenho e tive com o jogo, consegui me isolar um pouco dessas disputas, e tenho conseguido avançar com bom relacionamento com todos, exceto com o Presidente da Federação de Santa Catarina. Mas aí também era demais, pois houve um desvio grande de recursos da CBX, e não dá para aceitar e a Comissão de Apuração, integrada por três presidentes de importantes Federações, condenou o procedimento da de Santa Catarina. Mas há um mundo de pessoas excelentes no xadrez, abnegadas e apaixonadas, e eu tenho um compromisso com elas de melhorar as condições do xadrez e não faltarei ao compromisso.



Escrito por silvestre às 12h23
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x.net - Se o senhor tivesse carta branca, não dependesse do aval das federações estaduais, o que faria mais rapidamente para melhorar a estrutura do xadrez?

SF - As federações não me causam nenhum embaraço essencial, e pelo contrário, dão uma grande cooperação. O problema é que há federações desiguais, umas com intensa atividade e outras com pouca. Umas fazem seus torneios no âmbito da CBX e outras fora da CBX. Vamos trabalhar essa frente em 2007, pois hoje, estando a CBX organizada e com boa situação financeira, é possível fazer programas nos estados, como já foram feitos em 2006. Por exemplo, os sete programas “Uma Semana com um GM”, o torneio de Vitória... Esperamos aumentar muito essa frente em 2007, mas as federações atuarão mais. Vamos aumentar o número de federações, e uma movimentadíssima federação, como a de Mato Grosso do Sul vai voltar ao âmbito da CBX. Amazonas, agora o Pará, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Espírito Santo são algumas federações com muito movimento em Estados menores em população. Outras em importantes estados têm movimento minúsculo e nessas é preciso melhorar.

x.net - Já houve um crescimento no número de jogadores com rating CBX e FIDE no Brasil, apesar dos encargos. O Sr. tem alguma projeção de quantos brasileiros podem ainda fazer parte desta lista, qual é o potencial?

SF - Não estou trabalhando diretamente o número de jogadores, mas sim criando um ambiente organizado e funcional para que possa haver muitas atividades enxadrísticas e, em decorrência, muitos jogadores. Acho que ainda temos muito, muito, para crescer, mas sem ordem não se chega lá, e por isso eu sou estrito com esse aspecto. O sucesso recente deste ambiente ficará claro no nosso relatório anual. Mas como você tocou nos encargos, deixe-me dar uma palavra sobre isso e dizer algumas verdades que o pessoal sabe que são verdades, mas, por escapismo, não gosta de aceitar. O xadrez oficial não atrai público no Brasil, e isso não é força de expressão pois o público é zero. No mundo, salvo alguns países, Argentina, antiga Iugoslávia, Rússia, é a mesma coisa, sem entrar em detalhes. Assim, nenhuma empresa tem maior interesse em patrocínio, e só o fará se tiver um padrinho.  Então, o xadrez oficial, que ainda tem de dar alguma manutenção para suas estrelas (veja o caso do Giovanni), deve ser mantido pelos aficcionados, e é assim no mundo inteiro. Para isso todas as entidades devem cobrar algo, que no nosso caso vai a uns 5 reais por mês, na média, dos quais 30% vão para a federação do estado. Acho que quem gosta de xadrez, que é um esporte nessas condições, tem de pagar essa mínima quantia até com satisfação. Qual é a alternativa que nós temos?

x.net - A sua administração foi a primeira a publicar balancetes na internet. É possível, do ponto de vista legal, que a CBX exija das afiliadas o mesmo procedimento? O que o senhor acha da idéia? Ainda, como está a saúde patrimonial da CBX, seu Patrimônio Líquido?

SF - Na CBX publicamos mensalmente, o que é um certo exagero, para dar o exemplo. Lembro também que a CBX não tem despesa de sede, funcionário, viagem, refeição, telefone, fax, etc, para exatamente auxiliar nossa campanha de melhor ordem em todo o mundo do xadrez, mas isso nem seria necessário. Fizemos então um exagero de contenção e transparência, para amenizar críticas. Mas recebemos algumas críticas, até perguntas maliciosas - e só na malícia está o erro – do tipo “como eu fui para as Olimpíadas de Torino” (a propósito a CBX não pagou nada, nem o Ministério do Esporte).  As Federações são independentes e a CBX só pode e deve atuar dando o exemplo e ajudando no que for possível. Mas, certamente, a ativação das federações estaduais é um grande objetivo para 2007. Sobre a situação patrimonial, ela está refletida no caixa, que é ótimo, e  nos permite executar os planos, pois sempre é necessário avançar recursos,  pois a CBX não tem nenhum bem material, nem mesmo material de consumo, que é pago pelos diretores. Lembro também que todas as dívidas foram pagas , inclusive a grande e antiquíssima com a FIDE, e não temos pendências com nenhum órgão público.

x.net - Presidente, São Paulo, por ser o estado mais rico, acaba organizando as principais provas do país. Basta vermos o calendário. O Sr. não acha que o papel da CBX deveria ser o de levar as provas para outros estados também? A Confederação não poderia subsidiar estados menos desenvolvidos?

SF - São Paulo promove mais torneios porque tem uma Federação muito ativa e estruturada e porque há patrocinadores, como a instituição em que trabalhei, e que por 30 anos financia os mais importantes torneios a meu pedido.  Ela foi a única que se apresentou para o últimos brasileiros, por exemplo, e assumiu os custos, sem ônus para a CBX.  Conseguimos em 2006 fazer um torneio em Vitória, e vamos tentar que o mesmo patrocinador faça um em Vitória e em Minas (pois tem atividade nos dois estados). Como o Espírito Santo tem uma federação atuante, foi fácil realizar o torneio. Está em nossos planos ajudar as federações, pois conseguimos reunir meios agora. Mas já escrevi até um e-mail para as federações, com demonstrativo, mostrando que as reservas da CBX não são resultado das taxas e sim da atuação junto aos patrocinadores.

 



Escrito por silvestre às 12h21
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x.net - Percebemos que há muitas iniciativas boas, mas isoladas, para o xadrez escolar. Por que a CBX não tem uma política agressiva para este segmento? E se tem, por que não comunica?

SF - Não estamos atuando nesse setor, primeiro porque já há importantes iniciativas em andamento por todo o Brasil. Segundo, porque temos uma clara noção do que podemos fazer com o reduzidíssimo time de que dispomos. Talvez venhamos a fazer algo, depois que o xadrez oficial, que é nosso principal objetivo, estiver com uma situação mais tranqüila.

x.net - Levando-se em consideração o superávit da CBX, não se poderia   criar uma espécie de parcelamento das taxas dos jogadores (anuidades CBX/FIDE) e dos clubes (registros de torneios) para que mais atletas pudessem participar dos quadros CBX/FIDE?

SF - Infelizmente essas coisas exigem controles. Se você acompanhou a loucura que foi colocar os controles de torneios em ordem agora no fim do ano, imagine parcelar as anuidades (que não são tão caras assim). Há até recibos falsos, declarações falsas, etc. Vou passar todo o meu tempo vendo se o jogador que pagou julho, pagou agosto, se o recibo é verdadeiro, e se ele pode ou não jogar um torneio que começa no fim do mês que ele pagou, mas termina no mês que ele não pagou, só para dar alguns exemplos. É realmente impossível ter esse sistema na prática.

x.net - Presidente, na sua opinião, foi positiva, a relação custo/benefício de trazer Mark Dvoretsky para treinar a equipe olímpica? GM´s “das antigas” como Sunyê, Darcy e Milos, por exemplo, teriam a motivação necessária para este investimento? Não seria melhor ter focado este investimento com jovens promessas tais como Fier, Diamant, Diego?

SF - Bem, o Dvoretsky é considerado o melhor treinador do mundo. Quanto aos jogadores, temos de respeitar os regulamentos, e nossa equipe olímpica era aquela, e, como você sabe, eu gosto de critérios previamente estabelecidos e não de decisões pessoais. Acho que, além de cumprir o regulamento, era a melhor equipe que tínhamos. Quanto aos jovens valores, veja o que fizemos com eles no Festival da Prefeitura de São Paulo e no Brasileiro, e mesmo em torneios internacionais (caso do  Krikor, que foi à Espanha) e mesmo do Fier, que também foi bem apoiado. Mas sempre será uma preocupação desenvolver melhor os jovens.  Voltando à Olimpíada, foi uma pena que não tenhamos chegado a um acordo com o Mecking, que continua o grande ídolo do xadrez brasileiro, e até isso gerou comentários maldosos das fontes de sempre, mas a decisão foi puramente técnica, de acerto de condições, em que cedemos, mas não a ponto de satisfazer nosso grande Mecking.  Paciência, mas pudemos ajudá-lo a ir à Espanha, para o IberoAmericano, e espero que a CBX possa  fazer muito mais por ele no futuro, pois ele começou a colocar o xadrez do Brasil em outro nível. Eu o vi ser campeão brasileiro em 1966 no Rio, com 13 anos, se não me engano!

x.net - Caso a Confederação tenha que receber alguma notificação, para onde   esta tem que ser enviada? Onde é a sede da entidade?

SF - A sede da entidade é em Curitiba, mas está em transição para São Paulo, e brevemente daremos notícia. Mas, estando trabalhando dentro da lei e da ordem, não há razão para receber notificações, espero, e vamos reagir com dureza aos espertinhos que ainda circulam por aí.

x.net - A Copa Itaú é um exemplo positivo de certame pela participação heterogênea de jogadores. São GM´s, iniciantes, jovens, idosos, moças bonitas e jogadores com necessidades especiais (deficientes visuais e físicos). O que o senhor pensa do aspecto inclusivo do xadrez? A Confederação pensa em algum projeto neste sentido?

SF - Eu acho esse modelo sensacional, pois tem competitividade para os melhores e participação para os menos bons, num mesmo ambiente. Gostaria de ter mais torneios assim. Mas veja, no caso do Brasileiro Absoluto, há sempre duas hipóteses, um fechado, como temos tido, ou um abertão, talvez não totalmente aberto, e eu consultei os principais jogadores e foram unânimes em preferir um fechado com cerca de 12 participantes. Nos Estados Unidos, durante muitos anos, houve os dois torneios e talvez seja uma fórmula. Quanto aos abertos com modelo Copa Itaú, realmente é um prazer ver todos os tipos de pessoas se enfrentando, às vezes um menininho ou uma menininha a um jogador mais experimentado. Pessoas com necessidades especiais poderiam ser melhor atendidas e o Bento tem sido um destaque nesse campo. Nesse último aspecto, o Brasil melhorou muito, e hoje se nota uma atenção que não havia no passado. O Bento acaba de arbitrar um torneio de deficientes visuais.

x.net - Presidente, na sua visão, qual o futuro dos clubes de xadrez tradicionais diante do avanço tecnológico e suas transformações? Como manter o interesse dos sócios?

SF - Realmente a Internet é um problema, pois a falta de público em torneios e o abandono de clubes são conseqüência. Além do problema de segurança. Em tese, as Federações devem estimular os clubes, mas não sei bem o que cada uma poderia fazer.  Corrigindo um pouco meu pensamento, a internet é um problema nesse aspecto, mas ela é o instrumento da grande transformação do mundo atual. Veja que eu fiz uma CBX totalmente virtual, para não ter despesas e ser organizada, mas ainda há vozes que querem manter os formatos ultrapassados e pouco eficientes. Pretendo fazer em 2007 um grande torneio pela internet. Aguardem notícias.

x.net - Há rumores de que o senhor não vai se candidatar à reeleição, embora esteja fazendo uma administração elogiada. É verdade?

SF - Não é verdade que eu não vá me candidatar. Encontrei o mundo do xadrez dividido, o que impedia o convívio e dificultava a atuação da CBX, e não permitiu a formação da equipe Olímpica em 2004. Deu-me um enorme trabalho melhorar a situação, e quero preservar o resultado do esforço feito. O único problema que tive foi com o Presidente de Santa Catarina, mas não dá para aceitar desvio de recursos da CBX.  E acho que tenho um compromisso, como já disse, com a quase totalidade dos enxadristas, que são pessoas muito agradáveis, com muitos desprendidos dirigentes, que dão muito de seu tempo para fazerem as coisas andarem em seus estados. O trabalho na CBX certamente não melhora minha qualidade de vida, mas me dá uma sensação de dever cumprido com uma atividade que sempre me deu prazer intelectual.  A decisão sobre a CBX virá mais adiante, mas sempre sujeita ao bem estar do mundo do xadrez brasileiro.



Escrito por silvestre às 12h18
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